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Cada um merece uma visita.
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obrigatório
Dinheiro e trocaNão trabalhar por dinheiro é se retirar da vitória da vida sobre o escambo e perder a capacidade de comprar o tempo mundano; para que este seja melhor aproveitado: fabricando gestos bons, sorrisos e procedimentos dinâmicos - criados no instante da decisão, sem medo do improvável, do imponderável. O trabalho voluntário só perde em densidade de amor para o trabalho remunerado quando das duas uma: ou o voluntariado é vaidoso, ou o ganho da remuneração é escravo. Nesses casos ambos são estéreis. O único lucro sem mais-valia, seja material ou emocional, ocorre quando trabalhar vira sinônimo de viver; quando viver só é possível em um tipo de presente, no qual nada que gere exclusão possa ser implementado, e tudo o que se implemente tenha nascido do consenso, do bonsenso e do talento de pessoas que sabem sentir o que é um sorriso e sorrir o que é um sentimento.
Jader Scalzaretto e
Citação O Mistério do SambaPortela e Marisa Monte: O Mistério do Samba
Sobre o BllomsdayNotas
1
Esta data, denominada Bloomsday,
é comemorada em várias partes do mundo (inclusive no Brasil) por entusiastas
da obra joyceana.
2
A
complexidade desta obra provocou que fossem feitas várias edições
com erros tipográficos, desde a primeira. Joyce fez revisões e alterações
em mais de seis edições, publicadas enquanto ele ainda estava vivo.
Uma das melhores (ou assim considerada), é a quarta edição publicada
pela Odissey Press em 1932. Entretanto, em 1977 o herdeiro de Joyce,
Stephen Joyce, a propósito de corrigir os erros ainda existentes,
criou uma comissão para fazer uma versão definitiva. Tal versão, entretanto
(com prefácio de Richard Ellman) Ulisses, The Corrected Text,
editada por Hans Walter Gabler com Wolfhard Steppe e Claus Melchior
(em edição da Penguin Books de Londres, 1986), foi rejeitada pelos
especialistas, e a polêmica ainda permanece. Nos vários textos disponíveis
na Internet, existem muitas palavras discrepantes, de um para outro.
O texto aqui utilizado pretende ser uma das versões mais fiéis ao
original.
3
A
obra é freqüentemente citada como "o livro mais genial do século e
que ninguém leu até o fim".
4
Em
uma primeira leitura, o leitor se prende no emaranhado narrativo não
linear, que flui alternadamente em primeira e terceira pessoa, nos
personagens entremeados que surgem sem aviso, tudo isto agravado pela
inexistência de separações das narrativas por meio de indicações ou
de sinais de pontuação.
5
Isto
não impediu de tornar o Ulisses uma das mais traduzidas
obras literárias em todo o mundo. A obra Finnegan's Wake,
de 1939, é considerada ainda mais difícil de se traduzir. Mesmo assim,
teve tradução para o português pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos
(tradução de excertos), em sua obra Panaroma do Finnegan's
Wake, publicada na década de 1960. Uma tradução completa
foi realizada pelo professor de literatura grega da UFRGS, Donaldo
Schüler, com o título Finícius Revém e edição da
Ateliê Editorial. A publicação completa da obra será feita em dezessete
volumes.
6
As
famosas palavras-valise, entretanto já usadas anteriormente
pelo escritor Lewis Carrol. A palavra-valise é uma mistura
de significados compostos em uma única palavra. Em um exemplo de Carrol,
briluz significaria brilho de luz. Joyce usou e
abusou das palavras-valise.
7
Deve-se
ter em mente que as edições desta tradução são desiguais em alguns
pontos, porque Houaiss procedeu a algumas revisões depois da primeira
edição, algumas delas influenciadas pelo crítico Augusto de Campos.
Antes de morrer, em 1999, Houaiss pretendia publicar uma nova edição
com outras correções do texto.
8
A
tradução de Houaiss, inicialmente aplaudida pela crítica, mereceu
posteriormente desaprovação. Isto
porque, em razão do seu pedantismo, mostrou-se mais hermética
do que o original.
9
Deve-se
à professora Bernardina uma das várias traduções para o português
da obra Retrato do artista quando jovem, de Joyce.
10
Estas
traduções não serão aqui analisadas.
11
É
curioso perceber que os sons onomatopaicos divergem grandemente, nos
vários idiomas, não apenas na pronúncia, mas também no que se supõe
estar sendo ouvido. Parto logo, eu pairo.
marshO Trabalho Certa vez um mago e um chinês andavam pelos Nem logochegou à fogueira o chinês tirou seu chopstick e o conteúdo e o pote
Hoje não vou fechar nenhuma tampa, menos ainda as que eu abrir. Hoje, no final da noite quando a meia noite badalar nada de mais haverá havido. Então voltarei aos potes e todos hermeticamente lacrados deixarei. Não mais serão abertos, pelo menos por mim, até o dia em que eu possa abrí-los e dentro deles encontrar o que sou e não o que querem que eu seja. Jader Scalzaretto sábado, 24/maio 2008 www.sincronias.com.br www.jaderscalzaretto.com essa foi entrada no meu orkut A filosofia de um século é o bom senso do próximo. olímpoNão almejo o poder do olímpo mais alto, almejo podê-lo.jader scalzarettoAssistam Fim da Linha, um filme essencial.Não esperava nada menos do que o essencial quando soube que um longa metragem de Gustavo Steinberg chegaria lúcido às telas. Puro contraponto ao excesso de clichês em cortes e planos, olhar o filme é incluir-se na metalinguagem que ele oferece.Acredito que no fundo dos dias atuais reza uma lenda governada pelo tráfico de linguagens. A televisão pre(-)pondera o domínio de como se constróe a sintaxe imagética. A semântica gerada por esse imperialismo (nada pejorativo aqui) afirma uma calúnia de falsa segurança. É como se o paternalismo tradicional se estendesse a uma amorosa super-proteção do público, nesse tecno-momento transitório.Como se toda e qualquer vertigem devesse ser sublimada pela ótica da televisão - censora estrutural desenvolvida á última polegada na ciência imperativa de seus critérios - o público recebe filtrada a sintaxe, e nesse filtro ficam muitas aparas subjetivas que afirmariam a semântica genuína do assunto em questão. A tradução da realidade à linguagens quaisquer é um exercício que o dia a dia torna fútil.A transcriação genuína entre realidades exige uma maturação dos conteúdos e continentes envolvidos, sem os quais tudo se torna caricato. Pois bem: há primazia contrapontística entre o que tem havido em cinema brasileiro e o que propõe esse filme. Fim da Linha é tão realista no conteúdo como circense no continente. Não o circo de lona e sim o circo cuja farra em fanfarra é tão ensurdecedora que já virou ruído branco em competição com o mar ou o firmamento. Estamos tão habituados ao que o filme relatou (no aspecto em que algo ali, naquele mosaico, é relato) que nossos sentidos não alcançam mais.E por conta de sua aspiração à realização genuína, Gustavo, Equipe e Elenco em Fim da Linha apresentaram aos meus olhos o melhor panorama sintético de nossa brasileira atualidade reflexiva. Esse bebê comendo dinheiro é nossa salvação simbólica (de nosso próprio caos). Se nos agarrarmos a esse arquétipo com a força com que nos agarramos ao arquétipo do Capitão Nascimento, os Ursos de Berlim terão uma companhia bem mais simpática na próxima edição.![]() Quatro em rota.Quatro em rota, mais uma realização sincronias, por Jader Scalzaretto. Sincronias - generalidades inclassificáveisNo Meio
Sincronias - generalidades inclassificáveis Quando o Ar :
Quanto Há ;
nós de marinheiro pulsar?
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