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Jader Scalzaretto

 

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Cada um merece uma visita.

obrigatório

 

 

                           
                           
Jader                 Jader        
                           
                           
                           
                           
                           
                           
                           
                           
                           
                           
Jader                 Jader        
                           
                           
                           
                           

Dinheiro e troca

Não trabalhar por dinheiro é se retirar da vitória da vida sobre

o escambo e perder a capacidade de comprar o tempo mundano;

para que este seja melhor aproveitado: fabricando gestos bons, sorrisos

e procedimentos dinâmicos - criados no instante da decisão, sem medo

do improvável, do imponderável.

O trabalho voluntário só perde em densidade de amor para o trabalho

remunerado quando das duas uma: ou o voluntariado é vaidoso, ou o

ganho da remuneração é escravo. Nesses casos ambos são estéreis.

O único lucro sem mais-valia, seja material ou emocional, ocorre

quando trabalhar vira sinônimo de viver; quando viver só é possível

em um tipo de presente, no qual nada que gere exclusão possa

ser implementado, e tudo o que se implemente tenha nascido do consenso,

do bonsenso e do talento de pessoas que sabem sentir o que é um sorriso

e sorrir o que é um sentimento.  

 

Jader Scalzaretto

lindo duro maio

sorriso pra ta ta0 por de mim outono anel aqua water eau chateux
     

mestre maestro, maestre.

 

reticente

 Infiro Pensar, Logo, Presumo Saber
metáfora da incerteza




e

 

Citação

Falando sobre Caminhos

 

Caminhos


Good look crazy: Mad or Bad.
Beloved flood, mood in anyway.
Since then, as I was a fool:
in all over the world
nothing more than night
and day.

 

Estive louco por uns tempos

e pelo mundo, noites e dias.



O Mistério do Samba

Portela e Marisa Monte: O Mistério do Samba

Reportagem de Camila Neuman para a Folha Online:

Na noite desta terça-feira [26.08.2008], o público paulistano assistiu a um show de samba típico das tradicionais rodas cariocas — e se esbaldou. A apresentação da Velha Guarda da Portela com os cantores Diogo Nogueira, Teresa Cristina e Marisa Monte, no Sesc Pinheiros, impediu qualquer pessoa, que não seja doente dos pés, de ficar indiferente às músicas extraídas do coração daqueles sambistas.

Batuques com as mãos e os pés, cabeças se mexendo e gritinhos foram as formas do público expressar um “muito obrigado por estarem aqui, mesmo que ignorássemos a existência de vocês ao longo destes anos.”

O show celebra o lançamento do documentário “O Mistério do Samba”, produzido por Marisa Monte e Leonardo Netto e dirigido por Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, que conta a rotina dos membros da velha guarda da Portela. A estréia nos cinemas acontece nesta sexta-feira [29.08.2008].

Sobre o Bllomsday

Notas

 

 

1 Esta data, denominada Bloomsday, é comemorada em várias partes do mundo (inclusive no Brasil) por entusiastas da obra joyceana.

 

2 A complexidade desta obra provocou que fossem feitas várias edições com erros tipográficos, desde a primeira. Joyce fez revisões e alterações em mais de seis edições, publicadas enquanto ele ainda estava vivo. Uma das melhores (ou assim considerada), é a quarta edição publicada pela Odissey Press em 1932. Entretanto, em 1977 o herdeiro de Joyce, Stephen Joyce, a propósito de corrigir os erros ainda existentes, criou uma comissão para fazer uma versão definitiva. Tal versão, entretanto (com prefácio de Richard Ellman) Ulisses, The Corrected Text, editada por Hans Walter Gabler com Wolfhard Steppe e Claus Melchior (em edição da Penguin Books de Londres, 1986), foi rejeitada pelos especialistas, e a polêmica ainda permanece. Nos vários textos disponíveis na Internet, existem muitas palavras discrepantes, de um para outro. O texto aqui utilizado pretende ser uma das versões mais fiéis ao original.  

 

3 A obra é freqüentemente citada como "o livro mais genial do século e que ninguém leu até o fim".

 

4 Em uma primeira leitura, o leitor se prende no emaranhado narrativo não linear, que flui alternadamente em primeira e terceira pessoa, nos personagens entremeados que surgem sem aviso, tudo isto agravado pela inexistência de separações das narrativas por meio de indicações ou de sinais de pontuação.  

 

5 Isto não impediu de tornar o Ulisses uma das mais traduzidas obras literárias em todo o mundo. A obra Finnegan's Wake, de 1939, é considerada ainda mais difícil de se traduzir. Mesmo assim, teve tradução para o português pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos (tradução de excertos), em sua obra Panaroma do Finnegan's Wake, publicada na década de 1960. Uma tradução completa foi realizada pelo professor de literatura grega da UFRGS, Donaldo Schüler, com o título Finícius Revém e edição da Ateliê Editorial. A publicação completa da obra será feita em dezessete volumes. 

 

6 As famosas palavras-valise, entretanto já usadas anteriormente pelo escritor Lewis Carrol. A palavra-valise é uma mistura de significados compostos em uma única palavra. Em um exemplo de Carrol, briluz significaria brilho de luz. Joyce usou e abusou das palavras-valise.

 

7 Deve-se ter em mente que as edições desta tradução são desiguais em alguns pontos, porque Houaiss procedeu a algumas revisões depois da primeira edição, algumas delas influenciadas pelo crítico Augusto de Campos. Antes de morrer, em 1999, Houaiss pretendia publicar uma nova edição com outras correções do texto.

 

8 A tradução de Houaiss, inicialmente aplaudida pela crítica, mereceu posteriormente desaprovação. Isto  porque, em razão do seu pedantismo, mostrou-se mais hermética do que o original.

 

9 Deve-se à professora Bernardina uma das várias traduções para o português da obra Retrato do artista quando jovem, de Joyce.

 

10 Estas traduções não serão aqui analisadas.

 

11 É curioso perceber que os sons onomatopaicos divergem grandemente, nos vários idiomas, não apenas na pronúncia, mas também no que se supõe estar sendo ouvido.

mais informações


selfmoom

 





Lavra da palavra

 

YouTube - Lavra da palavra
  

Parto logo, eu pairo.

A experiência de participar com ciência do universo lancinante da dor de parir, auscutando a contração da alma da mulher, reinsere o homem em seu papel primordial. Recoloca sua perspectiva no endereço correto. É a liberdade de construir a cumplicidade entre clãns, que ali fundidos em nova alma, precisam  de informação sobre o que é novo, sobre o que vem do outro lado, da outra família. Quando nos ecos revelados no grito mais profundo, o homem abstrae e incorpora a vivência  ancestral guardada  pela mulher  - em seus endereços internos,  inatingíveis à expressão cotidiana - ele reorganiza seu universo em concomitância ao parto, criando o suporte necessário à sua própria sobrevivência e portanto á sobrevivência do amor e da paixão em fina resonância com o nascimento do amor incondicional, filial.






marsh

O Trabalho

Certa vez um mago e um chinês andavam pelos
ventos surfando letras de 
marshmallow  .

Nem logochegou à fogueira o chinês tirou seu chopstick e
assou um " o " docinho e cremoso espetado.
O mago fincou um "X"
na varinha mágica e comeram sorrindo.

o conteúdo e o pote


Hoje não vou fechar nenhuma tampa, menos ainda as que eu abrir.
Não vou comer com talher, não vou olhar o trem, não vou sair pela porta.
Hoje não vou ligar a TV, não vou olhar você, não vou sentir solidão.

Hoje não vou trabalhar e não vou descansar e as tarefas farei questão de
deixar de lado, trocando-as por idéias que não vou realizar.

Hoje não sonharei e quando acordar não vou anotar o que não sonhei
no caderninho de anotar sonhos que não tenho na cabeceira.

Hoje vou comer pão e não vou passar manteiga e nem por isso
deixarei de deixar o pote aberto,
e as gavetas que abrir, abertas.

Hoje não tirarei nem colocarei meias e só cortarei as unhas porque o farei sobre a mesa de jantar,
para ali deixá-las.

Hoje direi que amanhã é pouco e que ontem não existiriam lembranças.
Hoje não darei descarga e se der será num boteco, em fezes alheias.

Hoje não farei as pazes e em paz não partilharei com ninguém.
Hoje de tão egoísta explodir-me-hei.
Hoje não caterei meus cacos, farpas e pregos cravados nas testas com desdém.

Hoje que explodo em grito e fúria, salvem-me de mim
os que em mim não projetam vintém, finança.

Hoje, mais Zé do que ninguém,
mais Mané.
Hoje, quase agora,
pífio como um âncora enferrujada
abandonada por seu próprio corpo.
Hoje comerei maionese de colher
de sopa, não fecharei o pote.

Hoje, no final da noite quando
a meia noite badalar nada de mais
haverá havido. Então voltarei
aos potes e todos hermeticamente
lacrados deixarei.

Não mais serão abertos,
pelo menos por mim,
até o dia em que eu possa abrí-los
e dentro deles encontrar o que sou
e não o que querem que eu seja.


Jader Scalzaretto sábado,
24/maio 2008
www.sincronias.com.br
www.jaderscalzaretto.com

Artesanatos Robélio

 


YouTube - Artesanatos Robélio
  

essa foi entrada no meu orkut

  A filosofia de um século é o bom senso do próximo.

olímpo

Não almejo o poder

do olímpo mais alto,

almejo podê-lo.

jader scalzaretto


Assistam Fim da Linha, um filme essencial.

Fim da  linha

Gustavo Steinberg





    Não esperava nada menos do que o essencial quando soube que um longa metragem de Gustavo Steinberg chegaria lúcido às telas. Puro contraponto ao excesso de clichês em cortes e planos, olhar o filme é incluir-se na metalinguagem que ele oferece.

    Acredito que no fundo dos dias atuais reza uma lenda governada pelo tráfico de linguagens. A televisão pre(-)pondera o domínio de como se constróe a sintaxe imagética. A semântica gerada por esse imperialismo (nada pejorativo aqui) afirma uma calúnia de falsa segurança. É como se o paternalismo tradicional se estendesse a uma amorosa super-proteção do público, nesse tecno-momento transitório.

    Como se toda e qualquer vertigem devesse ser sublimada pela ótica da televisão - censora estrutural desenvolvida á última polegada na ciência imperativa de seus critérios - o público recebe filtrada a sintaxe, e nesse filtro ficam muitas aparas subjetivas que afirmariam a semântica genuína do assunto em questão. A tradução da realidade à linguagens quaisquer é um exercício que o dia a dia torna fútil.

    A transcriação genuína entre realidades exige uma maturação dos conteúdos e continentes envolvidos, sem os quais tudo se torna caricato. Pois bem: há primazia contrapontística entre o que tem havido em cinema brasileiro e o que propõe esse filme. Fim da Linha é tão realista no conteúdo como circense no continente. Não o circo de lona e sim o circo cuja farra em fanfarra é tão ensurdecedora que já virou ruído branco em competição com o mar ou o firmamento. Estamos tão habituados ao que o filme relatou (no aspecto em que algo ali, naquele mosaico, é relato) que nossos sentidos não alcançam mais.

    E por conta de sua aspiração à realização genuína, Gustavo, Equipe e Elenco em Fim da Linha  apresentaram aos meus olhos o melhor panorama sintético de nossa brasileira atualidade reflexiva. Esse bebê comendo dinheiro é nossa salvação simbólica (de nosso próprio caos). Se nos agarrarmos a esse arquétipo com a força com que nos agarramos ao arquétipo do Capitão Nascimento, os Ursos de Berlim terão uma companhia bem mais simpática na próxima edição.



Quatro em rota.

  
Quatro em rota, mais uma realização sincronias, por Jader Scalzaretto.

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Fantástico!

 

bom ano.

Sincronias - generalidades inclassificáveis

 

Pano de fundo 1

 

Há um "outro" absoluto

e aí ele se dilui, dilui

e vai virando eu.

Eu como um qualquer

vou virando esse outro

que outrora não me foi.

Quando finalmente torno-me

quem eu queria ser ("outro"),

percebo que esse outro

tornou-se o que eu era.

 

Precisamos trocar receitas!

JS

 

 

Sincronias - generalidades inclassificáveis

No Meio

 

  

Sincronias - generalidades inclassificáveis

 

Quan

d

o o Ar    :

Quan

d

o Há     :            en

Quanto Há      ;

Quanto o Ar, pesa em nós,

nós de marinheiro pulsar?

 

 

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