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Sincronias - generalidades inclassificáveis

( C ) todos os direitos reservados - Jader Scalzaretto 2006

Lavra da palavra

 

YouTube - Lavra da palavra
  

Parto logo, eu pairo.

A experiência de participar com ciência do universo lancinante da dor de parir, auscutando a contração da alma da mulher, reinsere o homem em seu papel primordial. Recoloca sua perspectiva no endereço correto. É a liberdade de construir a cumplicidade entre clãns, que ali fundidos em nova alma, precisam  de informação sobre o que é novo, sobre o que vem do outro lado, da outra família. Quando nos ecos revelados no grito mais profundo, o homem abstrae e incorpora a vivência  ancestral guardada  pela mulher  - em seus endereços internos,  inatingíveis à expressão cotidiana - ele reorganiza seu universo em concomitância ao parto, criando o suporte necessário à sua própria sobrevivência e portanto á sobrevivência do amor e da paixão em fina resonância com o nascimento do amor incondicional, filial.






marsh

O Trabalho

Certa vez um mago e um chinês andavam pelos
ventos surfando letras de 
marshmallow  .

Nem logochegou à fogueira o chinês tirou seu chopstick e
assou um " o " docinho e cremoso espetado.
O mago fincou um "X"
na varinha mágica e comeram sorrindo.

o conteúdo e o pote


Hoje não vou fechar nenhuma tampa, menos ainda as que eu abrir.
Não vou comer com talher, não vou olhar o trem, não vou sair pela porta.
Hoje não vou ligar a TV, não vou olhar você, não vou sentir solidão.

Hoje não vou trabalhar e não vou descansar e as tarefas farei questão de
deixar de lado, trocando-as por idéias que não vou realizar.

Hoje não sonharei e quando acordar não vou anotar o que não sonhei
no caderninho de anotar sonhos que não tenho na cabeceira.

Hoje vou comer pão e não vou passar manteiga e nem por isso
deixarei de deixar o pote aberto,
e as gavetas que abrir, abertas.

Hoje não tirarei nem colocarei meias e só cortarei as unhas porque o farei sobre a mesa de jantar,
para ali deixá-las.

Hoje direi que amanhã é pouco e que ontem não existiriam lembranças.
Hoje não darei descarga e se der será num boteco, em fezes alheias.

Hoje não farei as pazes e em paz não partilharei com ninguém.
Hoje de tão egoísta explodir-me-hei.
Hoje não caterei meus cacos, farpas e pregos cravados nas testas com desdém.

Hoje que explodo em grito e fúria, salvem-me de mim
os que em mim não projetam vintém, finança.

Hoje, mais Zé do que ninguém,
mais Mané.
Hoje, quase agora,
pífio como um âncora enferrujada
abandonada por seu próprio corpo.
Hoje comerei maionese de colher
de sopa, não fecharei o pote.

Hoje, no final da noite quando
a meia noite badalar nada de mais
haverá havido. Então voltarei
aos potes e todos hermeticamente
lacrados deixarei.

Não mais serão abertos,
pelo menos por mim,
até o dia em que eu possa abrí-los
e dentro deles encontrar o que sou
e não o que querem que eu seja.


Jader Scalzaretto sábado,
24/maio 2008
www.sincronias.com.br
www.jaderscalzaretto.com

Artesanatos Robélio

 


YouTube - Artesanatos Robélio
  

essa foi entrada no meu orkut

  A filosofia de um século é o bom senso do próximo.

olímpo

Não almejo o poder

do olímpo mais alto,

almejo podê-lo.

jader scalzaretto


Assistam Fim da Linha, um filme essencial.

Fim da  linha

Gustavo Steinberg





    Não esperava nada menos do que o essencial quando soube que um longa metragem de Gustavo Steinberg chegaria lúcido às telas. Puro contraponto ao excesso de clichês em cortes e planos, olhar o filme é incluir-se na metalinguagem que ele oferece.

    Acredito que no fundo dos dias atuais reza uma lenda governada pelo tráfico de linguagens. A televisão pre(-)pondera o domínio de como se constróe a sintaxe imagética. A semântica gerada por esse imperialismo (nada pejorativo aqui) afirma uma calúnia de falsa segurança. É como se o paternalismo tradicional se estendesse a uma amorosa super-proteção do público, nesse tecno-momento transitório.

    Como se toda e qualquer vertigem devesse ser sublimada pela ótica da televisão - censora estrutural desenvolvida á última polegada na ciência imperativa de seus critérios - o público recebe filtrada a sintaxe, e nesse filtro ficam muitas aparas subjetivas que afirmariam a semântica genuína do assunto em questão. A tradução da realidade à linguagens quaisquer é um exercício que o dia a dia torna fútil.

    A transcriação genuína entre realidades exige uma maturação dos conteúdos e continentes envolvidos, sem os quais tudo se torna caricato. Pois bem: há primazia contrapontística entre o que tem havido em cinema brasileiro e o que propõe esse filme. Fim da Linha é tão realista no conteúdo como circense no continente. Não o circo de lona e sim o circo cuja farra em fanfarra é tão ensurdecedora que já virou ruído branco em competição com o mar ou o firmamento. Estamos tão habituados ao que o filme relatou (no aspecto em que algo ali, naquele mosaico, é relato) que nossos sentidos não alcançam mais.

    E por conta de sua aspiração à realização genuína, Gustavo, Equipe e Elenco em Fim da Linha  apresentaram aos meus olhos o melhor panorama sintético de nossa brasileira atualidade reflexiva. Esse bebê comendo dinheiro é nossa salvação simbólica (de nosso próprio caos). Se nos agarrarmos a esse arquétipo com a força com que nos agarramos ao arquétipo do Capitão Nascimento, os Ursos de Berlim terão uma companhia bem mais simpática na próxima edição.



Haroldo de Campos em Sincronias

 

Quatro em rota.

  
Quatro em rota, mais uma realização sincronias, por Jader Scalzaretto.

Personalize suas Configurações

Fantástico!

 

Sincronias - generalidades inclassificáveis

 

Pano de fundo 1

 

Há um "outro" absoluto

e aí ele se dilui, dilui

e vai virando eu.

Eu como um qualquer

vou virando esse outro

que outrora não me foi.

Quando finalmente torno-me

quem eu queria ser ("outro"),

percebo que esse outro

tornou-se o que eu era.

 

Precisamos trocar receitas!

JS

 

 

Sincronias - generalidades inclassificáveis

No Meio

 

  

Sincronias - generalidades inclassificáveis

 

Quan

d

o o Ar    :

Quan

d

o Há     :            en

Quanto Há      ;

Quanto o Ar, pesa em nós,

nós de marinheiro pulsar?

 

 

www.jaderscalzaretto.com - NoMeio

Maria Haro


 

www.mariaharo.com

Trabalho primoroso.

  
 

o Belo e a foto

http://tempusblogandi.blogspot.com/

Kissing.bmp (image)
[Kissing.bmp]

caverna do dragão

 

Cronos

Síncrono, diácrono, anácrono, assíncrono. É de cronos que se trata. Crono-métro o tempo distânte de quem eu amo, calculo a potência enigmática da liberdade do reencontro. Astrolabilizo a medida cronológica e no logos do tempo infalibilizo minha linguagem para dizer contos de areia. Escorrendo ampulheticamente pelos meandros da mão imaginária, o vôo tempo passa; e enquanto ainda não sou o que conto, canto aos píncaros nos cantos emblemáticos, proezas imaginárias de meu espírito livre e voador. Peço desculpas por enlou-a-quecer os amados habitantes de meus avessos arrebóis.

JS

Trio 202 + Mônica Salmaso

Trio 202 . Ulisses Rocha,Toninho Ferragutti e Nelson Ayres + Mônica Salmaso
Category: Music

 

segunda, 06/ago/2007

202 + Mônica Salmaso 

 

          A sonoridade expressa pelo conjundo das qualidades musicais de Ulisses Rocha, Toninho Ferragutti, Nelson Ayres e Mônica Salmaso somados à alegria arquitetônica do Auditório Ibirapuera criaram uma atmosfera que poucas vezes encontrei no ambiente e no público por lá. Tenho uma tendência subjetiva de referenciar a sonoridade emanada em um show no espectro das cores. Como se fosse um filme onde o cromatismo se equilibra mais para o quente ou mais para o frio. Uma foto cuja luz enfatiza os azuis será mais fria, no caso do vermelho, mais quente. Isso não tem absolutamente nada a ver com a qualidade da presença de palco do artista ou sua capacidade maior ou menor de fazer um show quente ou frio, no sentido de envolvimento da platéia em sua atmosfera.

Trato aqui exclusivamente da aura do som. No conjunto emanado pela intimidade e sinergia dos integrantes entre si e deles para com o repertório. Nesse sentido exclusivo coloco em palavras o que meus sentidos sentiram no show de domingo, dia 5 de agosto. O trio 202 com a especialíssima participação de Mônica Salmaso coloriu nuances azuladas, fora do espectro mais tradicional do que venho ouvindo em música instrumental brasileira, o que inclui o fantástico Pau-Brasil como minha maior referência.

Trocando em possíveis miúdos e tratando de objetivar um tanto mais minha impressão, acredito que essa formação transcendeu, sob a égide de meu olhar autoral e de perspectiva parcial, algum meandro muito especial dos ingocniscíveis teoremas da música em seu cerne e o apresentou de maneira grandiosamente lúcida sob a elegante roupagem de música instrumental brasileira de primeira grandeza.

Recomendo um olhar atento ao 202 por questão de amor ao ofício, antes de quaisqueres recomendações no tocante à contemplações sucitadas pela grandeza do som que eles reverberam.

Jader Scalzaretto 


 Ulisses Rocha

 

 © 2007 Jader Scalzaretto

Creative Commons License


Sincronias by Jader Scalzaretto is licensed under a
Creative Commons Attribution-Noncommercial-Share Alike 2.5 Brazil License. Based on a work at sincronias.googlepages.com. Permissions beyond the scope of this license may be available at http://sincronias.googlepages.com/home.

creative

Sincronias by Jader Scalzaretto is licensed under a
Creative Commons Attribution-Noncommercial-Share Alike 2.5 Brazil License.
Based on a work at sincronias.googlepages.com. Permissions beyond the scope
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Tranquilidade

Divagando pela virtual atmosfera

de sincronias esqueço-me do real.

Lembrado e louvado a ele vou:

Nesses entretantos SINCRONIAS está

Fechado para balanço.

o trabalho será mais esporádico por aqui até o meio de julho.


Por favor continuem explorando o vasto universo hipertextual desse site vivo-orgânico-lux.


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